Márcio Norbert é suspeito de usar máquinas do município em obras em terreno particular; em Santa Izabel do Oeste, Justiça decretou a indisponibilidade de bens de secretário de obras por suspeita da mesma irregularidade.

O secretário de viação e obras de Nova Prata do Iguaçu, no sudoeste do Paraná, Márcio Norbert, foi preso pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) na noite de terça-feira (9). Ele deve responder pelo crime de peculato.

Agentes flagraram na manhã de terça máquinas da prefeitura trabalhando em um loteamento particular e também retirando cascalho de uma área que não tem o licenciamento ambiental.

Segundo as investigações, o loteamento não tem a licença de instalação, por isso as obras no local não poderiam ter sido iniciadas e nem os terrenos vendidos.

O dono da área também foi preso e deve responder por peculato e pela falta de autorização do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para realizar as obras no terreno.

O advogado que representa o secretário e o dono do loteamento disse que só deve se manifestar no processo depois que se informar sobre as acusações.

O procurador da Prefeitura de Nova Prata do Iguaçu, Douglas Copetti, declarou que o Município repudia a operação do Gaeco e afirmou que as máquinas estavam trabalhando em uma estrada usada por moradores de uma comunidade naquela região há mais de 20 anos.

O Gaeco contestou esta informação e por meio de fotos de satélite mostrou que em 2017 a área era coberta por vegetação, que nenhuma estrada de acesso passava pelo local e que a única casa que existia era a do dono do loteamento.

Indisponibilidade de bens


Em Santa Izabel do Oeste, na mesma região, a Justiça determinou a indisponibilidade de bens do secretário de obras Gilberto Luiz Zandonai por suspeita de autorizar o uso de máquinas do município em um terreno particular de um empresário da cidade.

As investigações que fazem parte da ação civil pública por improbidade administrativa indicam que máquinas da prefeitura foram usadas, ilegalmente, em serviços de cascalhamento, compactação e terraplanagem em uma propriedade particular onde funciona uma casa noturna do investigado.

Os serviços, reforça a promotoria, foram autorizados pelo secretário a pedido do empresário.

Para o Ministério Público (MP-PR), a irregularidade gerou prejuízo aos cofres públicos e promoveu o enriquecimento ilícito do empresário.

Se permitidos, os serviços feitos com máquinas do município custariam, a preço de mercado, cerca de R$ 3 mil. Documentos entregues pelo secretário indicam que foram pagos R$ 470 por uma hora de trabalho de patrola, duas horas de rolo compressor, 200 horas de caminhão caçamba e uma hora de pá carregadeira.

Ficarão indisponíveis o equivalente a R$ 10,3 mil do empresário, além de R$ 7,7 mil do secretário.

Os dois investigados também foram denunciados criminalmente por peculato.

Até a última atualização desta reportagem, o G1 tentava contato com o secretário Gilberto Luiz Zandonai.

Fonte: G1


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