A família da agricultora Terezia Kothe Kappaun, 57 anos, registrou um Boletim de Ocorrência (BO) na Delegacia de Polícia de Tunápolis

Divulgação/O Imagem

A família pediu a apuração da morte da agricultora, que estava internada no hospital do município Supostamente, ela teria sido picada por uma cobra quando trabalhava na lavoura na comunidade de Linha Fátima, interior do município.

Terezia morreu por volta das 14h da última sexta-feira, 15, no quarto onde estava internada, após uma parada cardíaca.

Segundo a filha da vítima, Cristiane Kappaun, a mãe estava cortando pasto na lavoura, acompanhada do marido, quando sentiu a picada e uma dor intensa na perna direita, na altura do tornozelo.

No entanto, eles não viram que tipo de animal a picou. Imediatamente, ela foi levada para casa e meia hora depois para o hospital da cidade.

No posto, segundo Cristiane, a mãe demorou a ser atendida, já que, segundo a atendente, não era um caso de emergência.

Ainda segundo a filha, o médico que a atendeu também não deu muita importância, apesar da dor insuportável que a mãe sentia.

Ele teria dado um medicamento para dor e mandado a paciente para casa, mas a família não aceitou e pediu que ela ficasse internada.

Após isso, fizeram coleta de sangue para análise. De acordo com Cristiane, foram ministrados outros medicamentos e colocada a paciente no soro.

Cristiane afirma que o estado da mãe começou a piorar muito no outro dia e que ela sentia dores muito fortes na perna e no abdômen.

No início da tarde de sexta-feira o quadro se agravou e Terezia teve uma parada cardíaca, morrendo às 14h.

De acordo com Cristiane, o hospital teria dado a opção de fazer ou não a necropsia, já que tinha sido uma morte natural.

A família foi então à Delegacia de Polícia e registrou o BO, exigindo a presença do Instituto Geral de Perícias (IGP) para um laudo oficial. A família suspeita de negligência médica.

INQUÉRITO

O delegado da Comarca de Itapiranga, Wesley Andrade, responsável pelo caso, disse que aguarda o laudo do IGP, o qual será expedido após a conclusão dos exames de sangue em Florianópolis, que vão determinar se havia presença de veneno e o que teria causado a morte.

Andrade adianta, entretanto, que deverá ser aberto um inquérito para dirimir quaisquer dúvidas, mesmo que o laudo não detecte veneno.

A direção da Sociedade Hospitalar de Tunápolis ainda não se manifestou sobre o caso.

Fonte: O Imagem

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