“A princípio, as árvores que danificam as calçadas serão retiradas, e outras espécies serão replantadas. Dessa forma”Dessa forma, os proprietários poderão consertar as calçadas, melhorando a mobilidade urbana (Foto: Cristiane Sabadin Tomasi)

Poder realizar atividades simples do dia a dia, como trabalhar, ir à escola, ao médico, dirigir com segurança e curtir passeios com a família, está diretamente relacionado à capacidade de deslocamento. Ou seja, na prática é a chamada mobilidade urbana, que associa a qualidade de vida dos indivíduos à organização da cidade.

E não se trata apenas de calçadas e veículos, como muitas pessoas pensam, salientou o secretário. “Mobilidade é tudo: carros, pedestres, caminhões, transporte coletivo, ambulâncias, bombeiros, cadeirantes, deficientes visuais, enfim, mobilidade é a harmonia entre todos os aspectos para que a cidade flua da melhor maneira possível.”

De acordo com Michelin, atualmente, Pato Branco possui um mapa cadastral muito antigo, feito ainda em 2005. Para acelerar o processo, a Prefeitura solicitou aprovação à Câmara dos Vereadores para a compra de um Drone Asa Delta. Este equipamento, específico para efetuar planos altímetros cadastrais vai detalhar como a cidade está desde sua vegetação, curva de nível, arruamento, entre outros detalhes. A partir disso, será montado um novo mapa da cidade, inclusive com novas larguras de rua, trabalhando melhor a mobilidade urbana, explicou o secretário.

Conforme Michelin, o processo será longo, mas o primeiro passo já foi dado. “A princípio estamos mexendo na questão das calçadas, porque muitas árvores que foram plantadas na época, não foram projetadas prevendo seu enraizamento, e hoje os passeios estão danificados.”

Em 2011, regulamentado em lei municipal, foi criado o Plano Diretor de Arborização Urbana. Segundo informações do Meio Ambiente, o estudo apontou a utilização de pelo menos 20 espécies, que podem ser plantadas dependendo de sua localização na área urbana.

Abaixo da rede elétrica, onde há fios de alta tensão, por exemplo, a secretaria sugere o plantio de espécies como extremosa, canela indiana e cerejeira do Japão. O Ipê do Cerado, por seu porte avantajado, deve ser plantado em locais com ausência de fiação.

Seguindo o Plano de Mobilidade Urbana, o plano neste momento é que se faça a retirada gradual das árvores antigas, que danificaram as calçadas, e que sejam repostas novas espécies. “Se o proprietário quiser mexer, é preciso pedir autorização ao Meio Ambiente. A árvore é retirada, e se repassa ao proprietário a árvore que será plantada no local. Assim, é possível consertar a calçada. Estamos tendo muitas solicitações. Uma das árvores a serem substituídas é o ligustro, porque é exótica e considerada uma invasora pelo IAP”, disse o técnico ambiental, Antonio Cezar Soares.

O estudo para a construção do Plano Diretor e de Mobilidade Urbana é feito em conjunto pelas secretarias de Meio Ambiente, Planejamento Urbano e Engenharia. Até o momento está sendo debatido com mais ênfase as formas de replantio das árvores e novos padrões de calçadas.

De acordo com Michelin, o modelo padrão no município é a 4a, mas devido à ausência de piso tático, é preciso fazer alterações. “Estamos aumentando dez centímetros da calçada para colocar a faixa de piso tátil, e isso está sendo revisto. Temos que ver a cidade inteira, como um todo, e a acessibilidade é um ponto relevante.”

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