Deputados também pediram cópias dos contratos das empresas para a Junta Comercial; empresa que gerenciava a frota do estado é suspeita de causar prejuízo de R$ 125 milhões.

De acordo com a polícia, carros do governo ficaram parados em oficinas por falta de pagamento por parte da JMK pelo serviços — Foto: Reprodução/RPC

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da JMK da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) aprovou nesta terça-feira (9) um pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico das 20 oficinas que mais prestavam serviços para a empresa responsável por gerenciar a frota do estado.

Os deputados da comissão também aprovaram outro requerimento que trata de um pedido à Junta Comercial do Paraná para que disponibilize cópias dos contratos dessas oficinas, que foram as que mais receberam dinheiro da JML desde o início do contrato, em janeiro de 2015.

Conforme a Polícia Civil, um esquema envolvendo a manutenção da frotacausou prejuízo de mais de R$ 125 milhões aos cofres públicos. Para a polícia, a JMK adulterava orçamentos de oficinas credenciadas e inventava serviços para cobrar mais caro do governo pelos reparos.

De acordo com a CPI, um relatório da polícia identificou que 96% dos orçamentos eram direcionados para um grupo – considerado pequeno – de 1,2 mil oficinas credenciadas pela JMK.

“Aguardamos as medidas judiciais cabíveis para termos acesso às movimentações financeiras e à composição societária destas empresas”, disse o presidente da CPI, o deputado Soldado Fruet (PROS).

A JMK tem afirmado que sempre trabalhou dentro da lei e que o sistema implantado pela empresa no Governo do Paraná contava com “grande transparência e economia”.

Oitivas da CPI

Nesta terça, foram ouvidos na CPI a ex-secretária da Administração e Previdência Marcia Carla Pereira Ribeiro, que comandou a pasta entre junho e novembro de 2016, e o ex-diretor do Departamento de Gestão do Transporte Oficial (Deto), de fevereiro a abril de 2015, Lucas Augusto Ribeiro Caetano.

Marcia explicou aos deputados que o único aditivo assinado na gestão dela teve o objetivo de melhorar o controle dos veículos parados à espera de conserto. “Esse sistema não constava do contrato original. Após o aditivo, a morosidade caiu de 45 para 10 dias”, afrimou.

Ela negou ter participado de reuniões com representantes da JMK e que só teve contato visual com um homem apontado pela polícia como sócio oculto da empresa.

Sobre falhas no contrato, a ex-secretária disse que chegou a preparar o termo de referência para o lançamento de uma nova licitação com critérios diferentes de verificação de preços.

“Deixei o modelo pronto para uma nova licitação, que não foi lançada, pois não podia rescindir o contrato sem enorme prejuízo ao Estado”, exlplicou Marcia Carla.

O ex-diretor do Deto afirmou que no período em que foi ocupou o cargo o contrato com a empresa estava em fase de implantação. Ele confirmou ter se reunido com representantes da JMK, entre eles o suposto sócio oculto.

Na quarta-feira (10), às 9h, a CPI da JMK vai ouvir o ex-secretário da Administração e Previdência Fernando Ghignone e o ex-diretor do Deto Cesar Ribeiro Ferreira, no Auditório Legislativo (sala da CCJ).

Fonte: G1

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