Foto: Reprodução Facebook

Quando Miguel Adriano Rossi, de 43 anos,  ficou paraplégico, achou que a vida tinha perdido o sentido. Foi com este pensamento que o fisioterapeuta Guilherme de Oliveira Tomaz, o encontrou pela primeira vez.  Ao chegar ao Centro de Excelência em Recuperação Neurológica (CERNE), Miguel não tinha noção de que o esporte daria um novo rumo à essa fase da jornada.

“Miguel chegou com muitas limitações e dúvidas sobre como seria a vida dele a partir do acidente. O desafio foi trabalhar desde o início com a inclusão e a superação dessas dificuldades.  Nem mesmo a transferência na cadeira de rodas, ele conseguia fazer. Fizemos um planejamento que inclui uma equipe multidisciplinar para que ele recuperasse a independência e chegasse o mais perto possível da rotina que tinha antes”, conta Guilherme.

O trabalho individualizado incluiu sessões de fisioterapia diárias, atendimento especializado e constante. Mas Guilherme conta que Miguel fazia tudo sem muita empolgação.  Por passarem bastante tempo juntos durante a terapia, o vínculo de amizade se fortaleceu entre eles. Ao ponto do fisioterapeuta lembrar do paciente e amigo durante um dia de folga.  Ao circular por uma rua, o fisioterapeuta viu um grupo de paratletas jogando basquete adaptado. Percebeu a animação deles e na hora ligou para Miguel. “Eu lembrei que ele me disse que jogava basquete antes de ficar paraplégico. Por coincidência, ele não estava longe e pedi à ele que viesse ver os rapazes jogando. Ele veio e percebi um brilho no olhar dele, tínhamos encontrado um atividade que ele gostava muito”, lembra ele.

A partir desse dia, Miguel se tornou muito mais participativo e demonstrou uma força de vontade acima do normal. Passou a fazer todos os exercícios com mais dedicação e não demorou para que os resultados viessem. A evolução dele surpreendeu toda equipe na clínica. Apesar do tempo de resposta de cada pessoa ser diferente e depender da lesão sofrida, Guilherme conta que no caso de Miguel, a evolução foi muito rápida.

A força de vontade de Miguel fez com que ele conseguisse integrar o time de basquete adaptado ADFP-Fênix e se tornasse um paratleta.  A última competição da equipe foi na final da 5ª Edição da Copa Curitiba Paradesportiva 2019, na Modalidade Basquete em Cadeira de Rodas.  A técnica do grupo, professora Shirley S. Yaegashi,  teve importância fundamental na inclusão do cadeirante ao grupo.

Para Miguel, “O amor ao esporte ajudou a me recuperar”. Cada conquista do paratleta é comemorada por toda equipe do centro de reabilitação onde tudo começou. “A equipe como um todo se vê realizada. É algo que a gente planeja, não é nada feito da noite para o dia, mas quando acontece, é uma realização pessoal. É emocionante acompanhar cada jogo, dividir cada conquista. É uma felicidade para todos nós. Nós percebemos que ele tinha um sonho e o ajudamos a realizá-lo”, comemora o fisioterapeuta Guiherme Tomaz.

Entre os muitos troféus, medalhas e fotos que o paratleta guarda com carinho, está o encontro com o iatista Lars Grael, que também teve que reconstruir a vida após o acidente com a embarcação onde ele estava. Mesmo tendo a perna direita decepada pela hélice da lancha, Lars Grael voltou a competir e fez do acidente, um recomeço.   Quem quiser conhecer Miguel pessoalmente, pode acompanhar a apresentação do time dele na próxima quarta-feira (15). A equipe  ADFP-Fênix vai ser apresentar às 13 horas, na Escola Municipal Prefeito Omar Sabbag, 140, no bairro Cajuru, em Curitiba.

Fonte: Paraná Portal

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