João Carlos Lindner – Cedo demais para iniciar a corrida para prefeito? Não para Nova Prata do Iguaçu, onde 12 nomes já são comentados como possíveis candidatos ao poder executivo nas eleições do próximo ano. Dos 12 nomes ao menos sete tem chances reais e uma quantidade de votos consideráveis dentro e fora das lideranças, o que os põem um passo a frente dos cinco que com as mesmas qualificações aparecem com menos poder de aglutinação segundo conversas reservadas nos bastidores políticos do município.

Divo Malacarne, Ari Gallert, Edilson Grassi, Jair Morgan, Marcos Bertóglio, Rubem Foletto e Elizete Cavazin (Neguinha), tem o maior número de ruídos políticos nos grupos de oposição e situação. Valmir Cristani, Fábio Dalberto, Airton Pasqualon, Sérgio Faust e José Trentin também não são esquecidos do meio político.

Dados concretos não são mostrados por oposicionistas e situacionistas, aparentemente todos escondem o jogo, porém as cartas foram lançadas e a próxima eleição começa ser desenhada.

SITUAÇÃO

Divo Malacarne, atual secretário de Saúde, realizou um encontro quase secreto na quinta feira, 21 com simpatizantes de sua possível candidatura, dando mostra de que vai a luta para ser indicado candidato da situação. “Tenho experiência no serviço público e tenho números que mostram boa aprovação no trabalho realizado ao longo do tempo”, garante ele

Edilson Grassi também do grupo que governa o município, está sendo sondado pela oposição em conversas super secretas, disse que vai trabalhar para ser candidato e levar o trabalho e a seriedade da vida privada para o setor público. “A população anseia por novas pessoas na política e quero levar uma nova forma de governar”, disse ele por telefone enquanto regulava uma máquina em sua propriedade.

Marcos Bertóglio atual vice prefeito acredita que está chegando a sua hora de governar e tem demonstrado preocupação com a geração de empregos e o desenvolvimento do turismo no município e na região. recentemente ele falou ao ER sobre a Satiare e disse ser diferente porque se preocupa com a escalada do desemprego no município. “Vou em busca de solução para o problema do desemprego”, garantiu ele ao ER.

Elizete Cavazin – Neguinha, é a mais comentada nos bastidores para continuar o trabalho do marido Adroaldo Hoffelder – Sassá na administração pública. Neguinha que tem união estável com o prefeito pode ser barrada pela legislação que não admite parentes e cônjuges como candidatos (as). A legislação porém sempre oferece uma tangente, uma válvula de escape, uma interpretação. “Neguinha é querida pela ala feminina e teria energia suficiente para ser a primeira prefeita”, dizem os simpatizantes da candidatura.

Pela situação ainda aparecem nomes como o ex vereador e ex secretário Valmir Cristani e dos vereadores Sérgio Faus e Airton Pasqualon, que teriam maior dificuldade em convencer o grupo sobre suas candidaturas, porém teriam crédito suficiente para uma candidatura dentro dos seus partidos originários. “Sou pré candidato pelo PSC” garantiu Cristani.

OPOSIÇÃO

Na oposição, não menos populosa, os ventos sopram em favor de Ari Gallert, o vereador, líder oposicionista é quase unanimidade entre os comentários das rodas de conversas políticas. Cuidadoso no falar de candidatura, Gallert quer ouvir pessoas próximas sobre esse projeto, ouvir o povo e ter dados que mostrem a possibilidade de vitória no pleito do próximo ano. “Se o povo quiser, se eu tiver chance e o custo da eleição for baixo, posso ser candidato” ponderou.

Para Gallert a preocupação é com a reabertura ou construção de um hospital e geração de empregos. “Estamos plantando uma semente de política diferente, enxuta e com custos baixos”, disse ele.

O ex prefeito Rubem Foletto acredita poder somar com o grupo e só seria candidato em casos extremos por necessidade do grupo que participa. Para Foletto é necessário renovar o quadro político e tem no possível candidato Ari Gallert suas fichas apostadas. “Seria candidato apenas para termos mais opções de nomes, mesmo tendo uma liderança como ex prefeito, espero não precisar concorrer”, disse.

Posição parecida com a de Foletto é expressada pelo também ex prefeito Jair Morgan que vê uma possibilidade pequena de aceitar esse desafio, depois de ser derrotado no último pleito pelo prefeito Adroaldo Hoffelder. Para Morgan a hora é de conversar, sentir a vontade do eleitor buscar composições que possam levar a vitória independente de quem seja o candidato do grupo. “Vamos ‘ver’, vamos ‘ver’, repetiu ele numa curta conversa.

A oposição tem citado mais dois nomes que poderiam ser candidatos compondo uma chapa de consenso. O vereador Fábio Dalberto e o agricultor José Trentin. As conversas de bastidores dizem, no entanto que nenhum deles aceitaria uma candidatura porque vêem no grupo lideranças mais consistentes no momento. Fontes da oposição garantem, no entanto, que nenhum nome, nenhuma liderança e nenhuma possibilidade é descartada, desde que o objetivo venha de encontro da necessidade de melhorar a condição de vida da população.

PANORAMA POLÍTICO

É certo que em toda pré campanha eleitoral apareçam nomes e siglas de todas as bandeiras para concorrer a cargos com mandatos políticos, porém no “fritar dos ovos” a bipolaridade deve continuar disputando o mandato majoritário em Nova Prata do Iguaçu.

Doravante, polêmicas, desmentidos e hipóteses poderão mudar de rumo e de lado diariamente. Os que hoje fazem parte de um grupo, amanhã poderão estar do outro lado, mudando constantemente a composição grupal, se alinhando com adversários, na busca por espaços na política municipal.

A população está com o mesmo descrédito de sempre, jura não ter lado e não tomar partido. Os descontentes, não tão descontentes assim, continuam atrás de afagos ou de migalhas que caem do bolso de alguns, enquanto esquecem que a hora de eleger os mandatários seria a hora do povo exigir melhorias dos que estão no poder e analisar propostas de quem pode estar no poder no futuro. Assim sendo as eleições não passam de um jogo e como tal são alimentadas não por cidadãos ávidos por progresso, desenvolvimento ou empregos e sim por torcidas a favor ou contra que acreditam que no berro do meu é melhor, tudo será resolvido ao votar em outubro de 2020.

No dia após eleições quando tudo deveria começar, tudo acaba e os poucos cidadão conscientes que sonham com um município melhor serão os únicos derrotados das urnas mais uma vez.

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