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Tragédia em rodovia da Argentina envolve caminhão de Realeza

10/02/2014


Pelo menos 17 pessoas morreram e 14 ficaram feridas depois da colisão frontal entre um ônibus e um caminhão em Mendoza, província argentina localizada no Oeste do país, na sexta-feira (07). Segundo as autoridades argentinas, o caminhão tinha matrícula brasileira, da cidade paranaense de Realeza (estava transportando alho), e trafegava na contramão quando colidiu com o ônibus que levava 28 passageiros e dois motoristas. A maioria dos corpos foi carbonizada no incêndio provocado pelo acidente, informou o governador de Mendoza, Francisco Pérez. Segundo as informações oficiais, o motorista do caminhão, que não foi identificado e guiava o veículo a uma velocidade de aproximadamente 120 quilômetros por hora, também está entre os mortos. Inicialmente, suspeitou-se de que o caminhão tinha sido roubado, mas as autoridades argentinas confirmaram que não. Um motorista chegou a gravar imagens do caminhão andando pela contramão. No trecho da estrada onde ocorreu o acidente, cada mão tem pista dupla e é separada por um canteiro central. Uma hipótese levantada é a de que o motorista tenha confundido o caminho após passar pelo local em que fica a aduana. A polícia informou que, como vários corpos ficaram carbonizados, alguns deles ainda não foram identificados. Levados primeiramente para o hospital mais próximo, alguns feridos em estado mais crítico foram transportados de helicóptero para o Hospital Central, entre eles um passageiro que teve traumatismo craniano severo. O caminhão, segundo a imprensa argentina, percorreu quatro quilômetros na contramão. Os dois veículos pegaram fogo. Conforme o jornal Clarín, a polícia argentina teria confirmado que recebeu oito ligações para o telefone de emergência 911 alertando sobre um caminhão com placa brasileira que trafegava na rodovia em alta velocidade e na contramão. O Ministério de Segurança afirmou que aplicará penalidades aos policiais que receberam as denúncias e que não teriam adotado nenhuma ação para conter o motorista. A transportadora de Realeza confirmou na manhã deste sábado que o caminhão é de sua propriedade, mas não tinha mais detalhes sobre o acidente e nem sobre o motorista que conduzia o veículo. Ainda não se sabe quantos viajavam na cabine do caminhão. Ambos os veículos se incendiaram, ficando reduzidos a um monte de ferro retorcido, como mostraram imagens das emissoras locais.

 

realeza


Comentários

1 Comentário

  1. Dario ARG disse:

    Genesio Mariano era o motorista do caminhão brasileiro, que na sexta-feira, 7 de janeiro, causou a maior tragédia de rotas na província, deixando 16 mortos e 14 feridos. De acordo com o relatório apresentado à Justiça Forense confirmou que o homem morreu imediatamente após a colisão, ele teve uma “intoxicação alcoólica aguda”, registrando 2,32 gramas de álcool por litro de sangue. Testes de drogas, relatando o abuso, deram resultados negativos… Assassino!

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