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Agência do Banco do Brasil de Salto do Lontra inicia atividades em comemoração aos 200 anos da entidade

07/04/2008


O Banco do Brasil comemora em 2008 seu bicentenário. Nesses dois séculos, a instituição passou por crises, fechou, foi reaberto, mudou de atribuições e, finalmente, se consolidou como um símbolo do país. A instituição é mais um legado deixado pela família real portuguesa, cuja mudança para o Brasil também completa 200 anos.
A Agência de Salto do Lontra lançou no dia 27 de abril a campanha dos 200 dias para os 200 anos do Banco do Brasil, que se dá em 12 de outubro. A cerimônia reuniu lideranças regionais, municipais, funcionários e clientes na Agência, que se confraternizaram num café da manhã.
Durante o período de 200 dias, que se estende até o aniversário da entidade, o Banco do Brasil deve realizar campanhas de cunho social, que devem arrecadar agasalhos, alimentos, brinquedos e livros, além de campanhas de preservação do Meio Ambiente. “O objetivo não é gastar com festas pomposas, e sim comemorar essa importante data com projetos sociais que contribuam para o bem-estar e desenvolvimento da comunidade”, afirmou o gerente da Agência do Banco em Salto do Lontra, Marcelo José Sebben.
Nesta segunda-feira, 07, Banco do Brasil inicia a arrecadação de agasalhos na campanha 200 Horas de Calor, que deve seguir até o dia 15 de abril. Entre os dias 02 e 10 de junho, o Banco do Brasil vai lançar a campanha 200 Horas para Vida, que busca a doação de sangue e medula óssea. Em agosto, acontece as 200 Horas de Combate à Fome e, em outubro, o BB organiza as 200 Horas de Alegria.
Em entrevista ao Jornal Espaço Regional, Sebben destacou o pioneirismo do Banco do Brasil em projetos de desenvolvimento, com responsabilidade social e sociabilização de créditos.
Em salto do Lontra, o BB tem parceria com a AABB Comunidade, que ajuda mais de 110 crianças. O AABB Comunidade consiste em uma proposta de complementação educacional, baseada na valorização da cultura. Essa complementação seria efetivada por meio de atividades lúdicas desenvolvidas em torno de áreas como saúde, esporte e arte, possibilitando a construção de conhecimentos e o acesso à cidadania.
O Banco do Brasil comemora seu bicentenário como a maior instituição financeira do país. Segundo o BB, seus ativos são de R$ 342,4 bilhões, bem acima dos cerca de R$ 270 bilhões do Bradesco, o segundo maior banco nacional.
Muito disso se deve a sua base de clientes, que gira em torno de 26 milhões de pessoas –10 milhões a mais que seu principal concorrente–, os responsáveis pelos depósitos de R$ 172,2 bilhões até setembro do ano passado.
História
Foi por iniciativa do príncipe regente dom João que o Banco do Brasil foi fundado no dia 12 de outubro de 1808. A intenção era financiar a indústria, até então proibida de atuar no país.
Iniciando com 1.200 ações de um conto de réis cada uma, e apesar das crises enfrentadas na época, a entidade se consolidou. É que um alvará de 1812 incluiu a Real Fazenda como acionista, que decidiu abrir mão dos lucros de suas ações por cinco anos.
A saúde financeira do BB durou pouco. Em 1821, dom João 6º retornou para Portugal levando com ele todo o dinheiro da instituição estatal.
“Não deve haver surpresa nisso”, diz o historiador Adilson José Gonçalves, do Centro de Estudos da América Latina. “Como Lisboa voltaria a ser a capital do império, era natural que parte da estrutura montada no Rio voltasse para lá.”
A partir de então, a má administração e os abusos do governo culminou no fechamento do banco em 1829.
Na década seguinte, o governo tentou reabrir o BB, mas o que vingou foi o Banco Comercial do Rio de Janeiro, fundado em dezembro de 1838.
Somente em 1851 o Conde de Mauá abre um banco particular e o batiza de Banco do Brasil. Dois anos depois, a instituição do conde se funde ao Banco Comercial do Rio de Janeiro dando origem ao novo Banco do Brasil, novamente estatal.
Crise na década de 1990
Uma das principais vocações do BB é a liberação de crédito para a agricultura. E essa tradição começou cedo, em 1888, com o fim da escravidão.
É que a libertação dos escravos abriu a necessidade de auxiliar os agricultores, que precisavam se adaptar à transição do trabalho escravo para o assalariado.
E foi exatamente a oferta de crédito para os agricultores que levou o Banco do Brasil, na década de 1990, a uma de suas mais graves crises.
Os efeitos do Plano Collor –no início daquela década– foram responsáveis por um calote dos pequenos e médios agricultores no BB, que já era o responsável por cerca de 80% do crédito rural concedido pelo sistema bancário.
O resultado foi uma queda no patrimônio líquido do banco de R$ 9,6 bilhões, em junho de 1994, para R$ 3,5 bilhões em dezembro de 1995. No primeiro semestre de 1996, foi registrado um prejuízo de R$ 7,8 bilhões.O corte de mais de 13 mil funcionários e o fechamento de 108 agências no Brasil e oito no exterior foram fundamentais para a recuperação do banco.
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