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Após assaltos, três são detidos em Nova Prata

14/04/2008


Numa ação rápida e eficaz a Polícia Militar de Nova Prata do Iguaçu não deu tempo para que envolvidos no assalto a agência de correios na cidade no dia 08 de abril por volta das 11h25min despistassem a polícia e, prendeu Joelson Agassi Crecêncio, 23 anos, Anderson Agassi Crecêncio, 27 e Violar Grahl de Santi 41 anos.
Os três são suspeitos de estarem envolvidos em um assalto na agência dos Correios em Nova Prata do Iguaçu e de envolvimento com outros assaltos ocorrido nos últimos dias no município.
Na casa de Violar Santi a polícia encontrou uma espingarda calíbre 32, celulares, embalagens de agrotóxico de origem estrangeira, um cartucho de munição calibre 12 e um veículo gol branco com placas de Rio Bonito do Iguaçu.
Com Joelson e Anderson a polícia encontrou ainda R$ 1.504,00.
Segundo a polícia Joelson Crecêncio já tem passagens pela polícia por roubo.
Na propriedade de Moacir Wartta no interior do município a polícia encontrou uma moto Twister, dois capacetes e algumas joias possivelmente de outro roubo.
A OPERAÇÃO
O comandante do destacamento cabo Gelson Luiz Kerchner e o soldado PM Sérgio Jair Mizerski de Nova Prata, receberam informações sobre o assalto na agência dos correiros quando os dois assaltantes ainda estava no interior da agência. A PM teve uma reação rápida mas ao chegar no local os bandidos haviam se evadido.
Os policiais seguiram a pista da moto Twister verde placa MCV 6999 de Francisco Beltrão roubada no dia no dia 14 de abril de 2007 no município de Saudade do Iguaçu. Após perceber que no triângulo das comunidade de Vila salete, Nova Vitória e Barra do Quieto a moto com os dois meliantes não mais teria sido vista a PM deduziu que poderia estar na redondeza e iniciou uma busca por informações na área que poderia estar escondida a moto.
Na propriedade do agricultor Moacir Warta que reside na cidade a polícia percebeu que uma moto e dois capacetes com as características da moto usada no assalto estava no interior da casa. A partir daí a PM recebeu reforço dos soldados Hamilton José de Souza e Juliano Siliprandi de Realeza, montaram campana na casa. Dois soldados ficaram na propriedade enquanto o cabo e um dos soldados vieram para a cidade para encontrar o proprietário da casa para ouví-lo sobre a presença da moto em sua propriedade. Moacir Wartta que segundo informações estava colhendo no município de Candoi, não foi encontrado pela polícia.
Moacir Wartta reside em uma casa na cidade na companhia de Violar Santi. Ao chegar na casa da cidade e falar com Violar a polícia percebeu a presença de pessoas com características das pessoas envolvidas em um outro assalto em um mercado da cidade no dia 21 de março, quando três elementos teriam feito a família refém, levado pertences e um Pick-up Fiat Strada. Segundo informações, na ocasião dois dos elementos teriam fugidos com uma moto e um gol branco.
A partir daí a PM solicitou auxílio da Polícia Civil e recebeu o apoio do investigador Araquim Lara e do supervisor Eurico Ortis Lara e iniciaram um plano para prender os envolvidos.
Inicialmente a Polícia convidou o proprietário da casa Violar Santi para ir até a delegacia com um motivo banal. Violar mesmo sem receber ordem de prisão já foi conduzido pelos policiais que o obrigaram acompanhar a operação. A voz de prisão dos dois elementos foi dada pelos policiais na quarta-feira, 09 de abril por volta das 14hs e os envolvidos presos Joelson Agassi Crecêncio, Anderson Agassi Crecêncio e Violar Grahl de Santi foram encaminhados na noite do mesmo dia para a Polícia Federal em Cascavel e depois de ouvidos retornaram para a cadeia pública de Salto do Lontra aonde responderão pelos atos cometidos.
SOU INOCENTE
Violar Grahl Santi conversou demoradamente com nossa reportagem na manhã de sexta-feira, 11, na cadeia pública de Salto do Lontra. “Pela minha família eu sou inocente”, disse ele, que não quis gravar entrevista.
Violar disse que conheceu Joelson por itermédio de outra pessoa e que como divide a casa com amigos acolheu Joelson Agassi Crecêncio em sua casa oferecendo trabalho para que Joelson cobrasse algumas contas de devedores de um posto de gasolina, antiga propriedade de Violar. “Ele chegou a cobrar algumas contas”, disse Violar na cadeia pública.
Segundo Violar ele não tem ligação alguma com os dois presos e possíveis outros envolvidos no caso do correio ou em qualquer outro ato ilícito. Violar ainda defendeu a inocência de Moacir Wartta, dizendo que Moacir a exemplo dele jamais imaginaria que estivessem dando guarida a pessoas envolvidas com atos ilícitos.
Abatido, com medo e preocupado com sua imagem perante a comunidade e familiares, Violar disse ser vítima de pessoas que usaram sua ingenuidade e o envolveram numa situação constrangedora.
Fazendo um balanço dos atos praticados pelos bandidos Violar imagina a situação se tivesse havido morte nas ações. “Graças a Deus não houve mortes”, disse ele.
A QUADRILHA
Com Joelson, teria vindo seu irmão Anderson que também fixou residência com Violar.
Dias mais tarde mais três elementos, um homem chamado Cleber, uma mulher aparentemente mulher do Cleber e um outro homem ainda não identificado pela polícia mas sabe-se que ele é calvo e usa cavanhaque, chegaram na cidade e através de Joelson e Anderson, alugaram a casa no sítio de Moacir Wartta, segundo consta, para deixar algumas “muambas” vindas do Paraguay. A polícia já sabe que além do gol os bandidos usavam ainda um Fiesta Branco com o qual teriam fugido, Cleber, a mulher de Cleber e o calvo logo após deixarem a moto na casa do sítio.
Segundo informações a polícia desconfia que a quadrilha possa ter outros envolvidos e poderá apresentar novos desfechos nos próximos dias.
Confira toda a repercusão do caso no Jornal Espaço Regional desta semana. Assinatura pelo telefone (46) 3545-1396.
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E-mail: noticias@jornaler.com.br


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